05 Nov 2015 1969
Clube do Sono
#colchao

Passamos a maior parte do dia sem dormir — entre 16 a 18 horas, mas logo a seguir, quando chegamos a casa e nos sentimos repousados, o ritmo biológico exige que os olhos se fechem e o corpo se entregue ao colchão e à cama.

Mas afinal, quanto tempo sobrevivemos sem dormir? Para os dorminhocos apaixonados pelo colchão esta ideia tem a proporção de uma autêntica tortura, mas para outros curiosos, desafiar os limites do corpo e do sono é um território digno de ser explorado. A pergunta é: será que vale a pena?

Quando o sono é mais forte do que a fome

Qualquer pessoa saudável que tenha intenções de descobrir quantas horas aguenta sem dormir terá dificuldade em executar a tarefa.

Erin Harlon, professora no Centro de Sono da Universidade de Chicago nos EUA afirma que "a vontade de dormir é tão forte que chega a superar a vontade de comer.” Ao fim de algumas horas, o cérebro sente uma vontade natural de desligar e de embarcar no sono, apesar de todos os esforços conscientes para o evitar.

Por outro lado, a falta de sono pode estar ligada a uma série de doenças como a diabetes, problemas cardíacos, obesidade, depressão e outras doenças. Se ignorarmos este sintoma e passarmos dias e dias acordados, a cabeça entra em colapso — uma verdadeira sensação de estarmos a perder o juízo.

Consequências da privação de sono

Ao longo das décadas, alguns estudos têm vindo a documentar o comportamento de um organismo que sofre de privação de sono: as hormonas que causam o stress aumentam e fazem a pressão arterial subir. Enquanto isso, o ritmo cardíaco também se altera e o sistema imunológico começa a desligar aos poucos, tal e qual uma máquina.

Conseguem — ou querem — imaginar o cenário? Depois de tudo isto, é provável que já tenham desistido da ideia de testar os limites de quantas horas aguentam sem dormir. Mas há uma questão que fica no ar e que ainda não respondemos: afinal, quanto tempo aguentamos acordados?

As experiências sem dormir

Existem alguns registos de curiosos que desafiaram os seus limites no sono. Um dos casos é do estudante americano Randy Gardner, que aos 17 anos de idade, ficou 264 horas sem dormir — um pouco mais de 11 dias — para uma experiência da feira de ciências da escola. 

Outro recorde ficou registado pelo também americano Peter Tripp, que ficou 201 horas sem pregar olho; o equivalente a 8 dias sem se entregar a uma boa noite de sono. Peter passou a maior parte do tempo dentro de uma cabine de vidro em Times Square e o resto dentro de um quarto de hotel, observado por cientistas.

Depois de 3 dias, Peter começou a rir histericamente sem motivo, além de estar perturbado, confuso e extremamente paranóico. As alucinações passaram a fazer parte da sua rotina, imaginando gatos e ratos às voltas pelo quarto.

Ao atingir a meta das 200 horas sem dormir, Tripp ainda precisou de ficar mais 1 hora acordado enquanto os médicos lhe faziam testes. Quando finalmente fechou os olhos e se entregou ao mundo dos sonhos, dormiu profundamente durante 13 horas seguidas.

Infelizmente, esta experiência teve consequências permanentes para o americano: a família de Tripp notou mudanças na sua personalidade, sentindo-o muito mais conflituoso e instável do que antes.

Não tente isto em casa

Nem em casa nem em lugar algum!

Cientes dos danos graves e irreversíveis provocados pela privação de sono, o Livro de Recordes do Guiness eliminou este tipo de competição ainda na década de 90. Não se esqueçam de dormir o número de horas adequadas à vossa idade e às vossas necessidades de sono.

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