18 Ago 2015 217
Clube do Sono
#clubedosono

Uma reconhecida verdade universal é que todos os seres humanos que vivem neste planeta precisam de dormir. A começar pelas moscas, nos sapos que dormem 14 horas, nos morcegos que dormem 20 — de pernas para o ar — e a acabar nos homens que dormem… bem, que dormem o que lhes apetecer.

Incontáveis estudos já definiram as horas de sono recomendadas que as pessoas devem dormir por noite. No final, entre 7 a 9 horas acaba por ser o período de tempo mais consensual para jovens e adultos. 

Esse espaço de tempo não deixa de ser relativo. Na verdade, nós estamos divididos em duas espécies opostas no que toca ao sono: os madrugadores e os eternos dorminhocos. Essa espécie estranha que não consegue largar a cama e a almofada.

As diferenças não estão só na maneira como encaram as noites e o sono. Ser dorminhoco é um estilo de vida, uma posição vincada na sociedade, uma opção que se transformou numa necessidade. Há quem se guie pelo sábio ditado que "deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.” Os dorminhocos dispensam a parte de "cedo erguer” e dormem simplesmente o que lhes apetecer. A cama é o seu templo.

Têm necessidades de sono iguais a uma criança de 5 anos. Para eles um dia de sonho passa por uma maratona de 11 a 13 horas deitados, no universo paralelo dos sonhos onde se perdem por gosto. 

Perguntas como:

- Como é que conseguem dormir tantas horas? 

ou 

- Não acham que estão a desperdiçar o dia? 

fazem parte da rotina de um dorminhoco. A reação mais provável que terão do seu lado é um encolher de ombros e uma resposta simples como "Tu não me compreendes.” Não compreendemos o prazer de dormir. Não compreendemos o prazer de chegar à cama, de nos embrulharmos nos lençóis, encontrar a posição perfeita, fechar os olhos e entregar o corpo e a alma ao sono. 

Na verdade, tudo isto é típico de um verdadeiro dorminhoco.

Se ousarem argumentar contra ele, é melhor prepararem-se porque estará munido de fatos científicos que provam a sua necessidade de sono: dormir mal ou pouco engorda, aumenta o risco de doenças, faz mal à memória, enfraquece o corpo. As horas de sono são uma espécie de escudo protetor contra todos os males do mundo. A privação de sono é uma forma de tortura que os dorminhocos nunca poderiam conhecer. 

Por isso, se se cruzarem com alguém na rua que traga debaixo do braço a sua almofada, não fiquem surpreendidos. É um dos exemplares dessa espécie avistada poucas vezes à luz do dia, de que o comum dos mortais chama de "dorminhocos”. E já sabem o que costumam dizer… Se não podem vencê-los, juntem-se a eles.

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