03 Mar 2020 613
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4 Doenças que podem ser prevenidas com boas noites de sono.

Os benefícios que dormir a quantidade de horas recomendadas traz para o quotidiano já são conhecidos. E se lhe dissermos que ter uma rotina de sono saudável pode salvar vidas? Eis algumas das doenças mais comuns deste século e o modo como boas noites de sono podem ajudar a preveni-las.

PROBLEMAS CARDÍACOS:

À medida que nos aproximamos da meia idade a nossa saúde começa a deteriorar-se e dormir torna-se imperativo. Ainda assim, é nesta idade que muitas vezes situações familiares ou profissionais dificultam as 8 horas de sono recomendadas, o que faz com que o impacto da falta de sono no sistema cardiovascular escale. 

Adultos com 45 anos ou mais que durmam menos de 6h por noite têm mais 200% de hipótese de sofrer um ataque cardíaco ou AVC quando comparados com adultos que dormem 8 horas, o que demonstra a importância de priorizar o sono na meia idade.

É durante o sono profundo que que a pressão arterial desce para níveis bastante reduzidos, o que contribui para o bom funcionamento geral do sistema cardiovascular, uma vez que o repouso do coração e dos vasos sanguíneos é favorecido. Quanto menos dormir, mais tempo a sua pressão sanguínea se mantém alta durante um ciclo de 24 horas, o que pode conduzir a doenças cardíacas, como derrames. 

A prova de que o sono  influencia o sistema cardiovascular é observável em março, aquando da troca de hora para o horário de verão. Nessa noite a maioria das pessoas dorme menos uma hora do que o habitual, e o número de registos hospitalares diários sobe exponencialmente no dia seguinte por causa desta redução do horário de sono. Pode parecer trivial, mas este acontecimento resulta no maior pico de ataques cardíacos no ano. 


DIABETES:

Quanto menos se dorme maior é a probabilidade de comer mais. Para além disso, o corpo não consegue processar as calorias de forma eficaz, especialmente no que toca a grandes concentrações de açúcar no sangue. Posto isto, dormir menos de 7 ou 8 horas por noite aumenta a probabilidade de aumento de peso e, consequentemente, de obesidade.

Num indivíduo saudável, a insulina permite que as células do seu corpo absorvam rapidamente a glicose em circulação na corrente sanguínea, regulando os níveis de açúcar. Quanto menos se dorme, menos receptivas ficam as células à insulina o que aumenta a probabilidade de desenvolvimento de diabetes de tipo 2. Atualmente a privação crónica de sono é reconhecida como uma das maiores causas para a vasta multiplicação de diabetes de tipo 2 nos países desenvolvidos. 


EXCESSO DE PESO:

As calorias extra que são naturalmente consumidas quando se está acordado mais tempo são inevitavelmente superiores quando comparadas com as calorias gastas no tempo extra em que se está acordado até porque, ao contrário do que se pode pensar, o sono apresenta-se como um estado intensamente ativo em termos metabólicos. Para piorar a situação, quanto menos um indivíduo dorme menos energia sente que tem, o que o torna mais sedentário e menos disposto a praticar atividades desportivas. Posto isto, sono insuficiente torna-se a fórmula perfeita para a obesidade: ingestão de mais calorias e gasto de menos.

Perturbações de sono afetam ainda o funcionamento das hormonas ligadas ao apetite: enquanto a produção de Grelina (hormona que estimula o apetite) aumenta, a produção de Leptina (hormona que diminui o apetite) decresce. Para além disso, a vontade de ingerir doces (como bolachas, gelado ou chocolate), comidas ricas em carboidratos (como pão e massa) ou salgados (como batatas fritas) aumenta 30 a 40% quando as horas de sono são insuficientes para o bom funcionamento do corpo. 

Resumindo, dormir pouco aumenta a fome e o apetite, compromete o controlo dos impulsos do cérebro, aumenta a quantidade de comida ingerida, diminui a sensação de satisfação depois de comer e prejudica a perda de peso eficiente aquando de dietas (uma vez que está comprovado que uma pessoa privada de sono tende a perder mais massa muscular do que gorda, porque o corpo fica reticente a eliminar gordura).


ALZHEIMER:

O alzheimer é uma das doenças mais temidas do século, e também um dos maiores desafios económicos e de saúde pública nos países desenvolvidos. Mais de 40 milhões de pessoas sofrem desta doença, e investigações recentes apontam agora para a falta de sono como um fator chave que determina a sua evolução. A falta de sono faz com que o cérebro não consiga eliminar eficazmente a beta-amilóide, uma proteína tóxica que se acumula no cérebro e está associada à doença de Alzheimer. Importa frisar que dormir por si só não erradicará a doença, no entanto bons hábitos de sono ao longo da vida poderão contribuir para diminuir o risco de a contrair. 



RESUMINDO…

Cuidar do seu sono apresenta benefícios não só no dia-a-dia de todos nós, como é o caso da melhoria no humor que afeta positivamente as relações, ou o aumento de concentração na escola, no trabalho ou quando conduz como, indo mais longe, poderá impedir ou desacelerar o desenvolvimento de algumas das principais doenças do nosso século, bem como aumentar a sua longevidade. É absolutamente imprescindível ter um colchão e almofadas de qualidade para garantir boas noites de sono. Na ColchaoNet encontra os melhores produtos ao melhor preço: colchaonet.com/.


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