07 Out 2019 54
#clubedosono #dicas



Tem dificuldades em dormir praticamente todas as noites? Acorda a meio da noite e tem dificuldade em voltar a adormecer? De manhã acorda cansado, como se não tivesse dormido? Então, pode ter uma Doença do Sono. 

Existem mais de 70 - sim, 70 - doenças do sono, mas as que têm maior prevalência são quatro: insónia, apneia do sono, narcolepsia e síndrome das pernas inquietas. Conheça melhor cada uma delas: 

Insónia

 A insónia é a doença do sono mais comum. Cerca de metade da população mundial já teve sintomas ocasionais de insónia, que se carateriza essencialmente pela dificuldade em adormecer ou pelo acordar a meio da noite e subsequente dificuldade em adormecer. Esta perda da qualidade do sono pode originar vários sintomas, como a falta de energia durante o dia, dificuldades de concentração, irritabilidade e sonolência diurna excessiva.

 Se a insónia se prolongar pelo menos durante três noites por semana durante um mês pode ser considerada crónica. As causas da insónia são muito diversas, podendo ir de problemas psicológicos a influências do meio ambiente, stress e preocupações, e pode ainda ocorrer sem razão aparente. As insónias de curta duração não requerem tratamento e os sintomas desaparecem se praticar bons hábitos de sono. No entanto, quem tem insónias regulares deve procurar aconselhar-se junto de um médico.

 Apneia Obstrutiva do Sono

 A apneia obstrutiva do sono é a segunda doença do sono com maior prevalência, sendo que cerca de 80% das pessoas que sofrem desta condição podem nem sequer saber.

 A apneia do sono acontece quando a pessoa pára de respirar durante vários segundos enquanto dorme, devido ao bloqueio das vias respiratórias superiores. Esse bloqueio acontece porque os tecidos moles da garganta relaxam e tapam a passagem do ar, impedindo o oxigénio de chegar aos pulmões. Um bloqueio parcial leva ao ressonar e um bloqueio total provoca uma respiração ofegante e ruidosa.

 Como se dá uma paragem na respiração o cérebro tem que "acordar” parcialmente para forçar a respiração e ultrapassar o bloqueio. Se isto acontecer várias vezes o cérebro não chega a entrar nas fases do sono mais profundas, o que compromete a qualidade do sono e faz com que a pessoa se sinta cansada durante o dia seguinte.

 O tratamento da apneia de sono implica uma visita a um médico especialista do sono que poderá solicitar exames como a polissonografia (estudo do sono), entre outros. Em alguns casos o tratamento pode também implicar intervenções cirúrgicas.

Narcolepsia

 A narcolepsia é uma doença neurológica caraterizada pela incapacidade do cérebro de controlar os ciclos de sono e vigília. Aproximadamente 1 em cada 2000 pessoas sofre desta patologia. A narcolepsia é uma condição em que a pessoa nunca se sente completamente acordada e também sente que nunca dorme profundamente. 

Quem sofre de narcolepsia apresenta sintomas de fadiga durante o dia e episódios em que adormece de forma inesperada. Estes episódios podem ocorrer a qualquer altura do dia, como no trabalho, durante uma conversa, enquanto se come ou até enquanto se faz exercício físico ou conduz.  

 Apesar de não existir cura para a narcolepsia os sintomas da doença podem ser tratados com ajuda médica e ajustes no estilo de vida, tais como fazer sestas durante o dia, manter horários de sono o mais regulares possíveis, fazer exercício físico, entre outros.

 Síndrome das pernas inquietas

 Aproximadamente 10% dos adultos e 2% das crianças sofrem do síndrome das pernas inquietas, uma condição que se carateriza por uma necessidade incontrolável de mexer as pernas (e, ocasionalmente, outras partes do corpo) enquanto se descansa. São descritas sensações como comichão, ardor e palpitações cujo alívio apenas acontece ao mexer as pernas.

Esta é considerada uma doença do sono porque a necessidade constante de mexer as pernas pode provocar dificuldades em manter um sono regular que, por sua vez, pode originar uma diminuição da qualidade de vida, fadiga durante o dia e até problemas cognitivos ou depressão.

 A doença não tem cura, mas os sintomas podem ser tratados e/ou aliviados através de tratamento médico e medicação, e também de mudanças no estilo de vida, tais como criar uma rotina de exercício físico regular com bastante foco nas pernas, eliminar o consumo de álcool, cafeína e tabaco, manter hábitos de sono regulares, entre outros.


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